CPI da PETROBRAS
Publicado na penúltima edição da GAZETA MERCANTIL em 25/05/09
Salvador Sícoli Filho - 20/05/09
Há uma série de questões relevantes para se inquirir os atuais responsáveis pela Petrobrás.
Os minoritários de longa data então - e não aqueles que especulam no dia a dia e que lucram com a volatilidade de suas ações - têm razões de sobra para se insurgir e indagar:
- como está sendo apropriado o lucro extraordinário com a baixa das cotações internacionais sem o correspondente desconto ao consumidor final?
- por que o inchaço do conselho com apadrinhados políticos despreparados para as funções?
- por que o capital circulante vem minguando a cada dia obrigando a empresa, independente de seus investimentos, a recorrer a bancos e a tomada de dinheiro no mercado internacional?
- por que o governo às voltas com falta de recursos para financiar o BNDES, esvazia o caixa do mesmo privando as outras empresas e cedendo R$ 25 bilhões à Petrobrás?
- o conselho da empresa, o governo e seu presidente avaliaram os riscos de se tomar empréstimos e fazer parcerias com a China, num setor vital da economia brasileira? Exatamente como maior detentora de reservas monetárias do mundo a China pode sem transtorno fazer um take-over e se tornar perigosa acionista da empresa. Houve esta avaliação ou o governo brasileiro vai repicar também aí a tática bolivariana?
- por que a Petrobrás paga aos minoritários um dos menores cash-yields do mercado sendo ela a maior empresa do país?
- por que a Petrobrás continua fazendo negócios com países governados por parceiros não confiáveis alguns dos quais lhes expropriaram bens e causaram vultosos prejuízos em seus investimentos?
- quais os motivos levam o presidente da Petrobrás a usar da arrogância para se esquivar de questões fundamentais das finanças, dos negócios e da falta de transparência da empresa, camuflado com a emissão sucessiva de comunicados intermináveis sobre cada descoberta ou prospecção no pré-sal ou no gás?
- por que a praxe curiosa de, a cada escândalo acontecido no partido do presidente, a empresa noticiar descobertas ou reesquentar notícias?
Terão os nobres senadores capacidade intelectual ou interesse em desvendar questões de fundamental importância para diagramar o esfacelamento administrativo e tirar da sobrevida a nossa maior empresa?
Se não atuarem rápido a Petrobrás tende como o presidente a imitar o fracasso da sua congênere venezuelana.
Os papéis sobem. A liquidez fascina os grandes especuladores. Porém fundamentalmente, a forte diminuição do circulante e o incremento explosivo do endividamento recomendam muita cautela.

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